7.10.10

Mais de Jovino Machado


a flora e a flor
se não mando a flor                                      mando a florase não mando a floramando o jardimse não mando o jardimnão mando o meu olharse não mando o meu olharnão mando o meu espantoe o meu espantoé a minha assinatura

***

Jovino Machado (Belo Horizonte/MG). Formado em letras (UFMG). Atua como restaurateur. Publicou 10 livros, entre eles Trint´anos Proustianos (Mazza Edições, 1995), Disco (Orobó Edições, 1998), Samba (Orobó Edições, 1999), Balacobaco (Orobó Edições, 2002) e Fratura Exposta (Anomelivros, 2005). Recentemente, 2009, também publicou a plaquete poética Meu Bar Meu Lar. Próximo lançamento: Cor de Cadáver (Anomelivros, 2009). Participações em Dimensão (Revista Internacional de Poesia, Uberaba, MG, 1998), A Poesia Mineira no Século XX (Imago, Rio de Janeiro, 1999), A Cigarra-Revista de Poesia (Santo André, SP, 2000), O Melhor da Poesia Brasileira – Minas Gerais (Joinville, SC, 2002), antologia poética O Achamento de Portugal (Fundação Camões, Lisboa, Portugal e Anomelivros, 2005), Suplemento Literário de Minas Gerais (2007) e Rascunho (2008). Menção honrosa na revista literária da UFMG (1991) e terceiro prêmio de Poesia Falada de Campos dos Goytacazes (RJ, 2002).

Prenez garde à l'amour


Por Jovino Machado

prenez garde à l`amour
o meu anjotorto e louco                                                                manca da asabom de bolaponta esquerdamora na esquina
o meu anjotoca banjonuma orquestra de frevobom de brigajoga no bichofaz serenata na lua
o meu anjobeija o bar na bocasem cadeira tem colointuição e sortebom de camaama egos e éguas
o meu anjoé arcaicofala aramaicobom de papoé modernonão quer ser moderno
o meu anjoé meninaesconde meus brincose me recita no ouvidoprenez garde à l`amourtome cuidado com o amor
e eu não tomei







                                                 * * *

6.10.10

Renda

Tirei este poema que admirei do blog:
http://batomepoesias.blogspot.com

Por

Rossana Masiero                                  




No prelúdio
dos detalhes
intui-se a renda
Ínfima minúcia
que encerra
pormenores
de delicadeza
Discreta
a beleza desconcerta
a compostura
E eu
tão epidérmica
Simplificadamente
explícita
Permito que todos
os meus mistérios
Escondam-se assim
bem a vista.



Dor de peito

Por Vanessa Campos Rocha

 
        A Ana Joana estava no banco da praça. Corajosa. Bem calma. Já teve época de duvidar disso, de ser firme. Mas hoje era que nem ponto final. Metido no lugar certo e na hora certa.
        
Estava perfumada, de saia cinza e meia calça preta. Sapatos azuis. Contente porque sabia combinar bem as cores para que elas não se esvaziassem de si mesmas. Adorava as cores e suas nuances. E suas misturas.
        
Estava implicando um pouco com a quantidade de cachorros na praça. Peludos, felpudos, dentuços, raivosos. E ficavam circulando e circulando com as pessoas chamando seus nomes. Por causa disso respirou fundo. E se ajeitou no banco. O ar que teimava em vir. O banco era duro. Mas tudo bem. Não se pode concordar com tudo no mundo. E também estava ali por outro motivo.
        
O doutor mandou ela se conhecer. Se questionar. Se organizar. Entendeu muito bem. E gostou muito do que havia por lá: as fotos, o tapete e os espelhinhos nos lugares certos. Tinha uma idéia de vida do além e uma da dor que batia no peito. Ele garantiu que se ela seguisse o recomendado ficaria ótima. Aceitou. Virou as costas com segurança, segurando a bolsa somente pela alça.
        
Por causa dos problemas da praça é que demorava um pouco para se aprofundar em si. O entrosamento, por exemplo, do fio elétrico e do maracujá. Não combinava. Um era vivo e verde, o outro era cinza. Ruim. A garça branca que vivia por lá era outra causa perdida. Todo mundo apontava, olha lá bem que linda. Que soberana. Ela achava meio desumano. Ela sozinha e branca, no meio de gente.
        
Olhou em volta de si. Esticou-se toda. Mexeu a cabeça para os lados ouvindo estalinhos. Pensou em deixar a praça em paz. É fácil deixar alguém de lado. Imagina-se um porta trancada, com a coisa que não se quer pensar dentro. Ficou quieta por dentro. Só borbulhando.
        
Ana Joana pensava sorrindo que estava se enganando. Não estava fazendo nada do que o doutor recomendou. Será que pensou em voz alta? Olhou em volta para que ninguém achasse que era ela louca. Mas não passava ninguém. Todos estavam andando. Ou correndo. Ah, e daí se falasse em voz alta? Continuou pensando. O doutor pode achar, mas não sou de ficar sentindo tristeza triste. Eu não. Quando fico triste é com bastante alegria.
        
O sorveteiro passou gritando nomes de picolés. Com uma voz bem gelada. Ela apertou a garganta com as mãos. Queria ter colocado o cachecol. E alguém lá gostaria de sorvete nesse frio? Pensou quando o moço passou perto dela. Ele abriu um pequenino sorriso de canto de boca. Ela não respondeu. Não se sabe porque.
        
Mas também se tiver alguém que queira não ligo. E achou uma graça danada de pensar assim. Colocou o peito para frente. Chacoalhou um pouco os ombros, para imitar o gesto da garça. Mas ela nem percebeu. Achou que procurava alguma coisa na bolsa. Mas lembrou-se que não era nada.
        
Ela estava doida de vontade de rir. Rir do que mesmo? Ah, mas já me lembrei do motivo. Foi o Pedro, que quando foi abrir o portão deixou cair as calças no chão. E depois ainda disse: é de pelado mesmo que eu sou feito.
        
Céu nublado. Ela jogou a cabeça para trás. Nuvem é pensamento. É sim porque se você entra dentro não tem nada. Já vida é que nem terra. Tem muita coisa por baixo. E amor? É como costurar. Você escolhe o pano de fundo e depois inventa em cima.
        
Difícil mesmo era se concentrar. Tanta coisa no mundo: coitada da garça. Fio de maracujá. Cachorro feio. Nuvem. Meia calça. Cores. Doutor. Dor no peito. Graça. Casamento. Chega! Vou embora.
        
Ana Joana se levantou do banco amarelado. Foi saindo da praça. Olhando nos olhos dos outros. E pensando que o recheio deles era de nuvem. Puxou um pouco a meia calça. Abriu um sorriso de ver o sapato azul. Despediu-se da garça. Se pudesse levava para casa. Dava um lar. Mas ela tinha dor no peito. Fazer o que?
        
É serio! O que se faz com a dor no peito? Pensou indo embora.


www.cronopios.com.br

                                                  * * *




Pequeno tempo

Por Vanessa Campos Rocha
  Contos do livro Pequeno Tempo                                              




       Capítulo 1: As cortinas


A luz que vinha de fora, podia agora entrar pela sala e iluminá-la do centro ao fundo. A mulher, serena e com um tom leve qualquer, quase num impulso, foi abrir as cortinas tão e tanto fechadas. A luz que entrou encostou-se nela, depois a atravessou e aninhou-se a ela como para esquentá-la.
        
Estou mesmo abrindo as cortinas, pensava a mulher saindo de uma timidez. Que pequeno quadrado enrolado em paredes, uma sala como um copo sem água. Como eu, essa sala era um jardim sem flor ou uma reza sem fim.
        
A mulher era tão séria em suas decisões que lhe doía em algum lugar. Mantinha-se tão reta, que às vezes sonhava que era curva, que era linha redonda. Que era barriga, que era círculo do começo ao fim.
        
- Que luz forte! Verdadeira demais. Dizia ela em voz alta.
        
- Já me disseram uma vez que eu falava exageradamente direta.
Eu concordei e lhe digo luz: é mais fácil ser aceita quando se é discreta.
        
A mulher agora tinha algo com a luz, que já deixava entrar. Não gostava mais de nada tão direto e verdadeiro. Então, deu um aviso a luz, mas sabe que afinal, cada um faz o que bem entende.
        
- Hoje estou feliz. Com uma vontade, uma cócega, quase me pondo a rir. Será prazer isso? E eu aqui achando que é felicidade? Ah, tanto faz, os dois moram bem perto e são marolinha boa.
        
Parou para sentir o que sentia. E sentiu tudo de uma vez. Depois foi deixando de sentir. Sentimento se despedindo devagar, pois tinha tanto para se fazer. Agora as cortinas estavam abertas.

 Capítulo 20: Reticências

 Ela queria sentir falta do que já teve e não tem mais. Mas não adiantava. Não sabia sentir-se assim. Só tinha falta do que não teve. Sentia falta da chuva de alecrim. E se chovesse, diria assim: “essa chuva é dentro de mim”. Que tímida que era, recolhida em si, não gostava de pensar desse jeito.
        
Sentia saudade dela mesma, que poderia estar esticada em algum varal ao sol. E ainda ia pensando: vou marcar uma hora comigo, e ouvir o que tenho para dizer de novidade ou de novo ouvir minhas histórias antigas. Vou começar agora a fazer tudo que me falta, para parar de ter saudade. E aí começo a ter saudade de sentir falta e sinto a falta da saudade.
        
Que falta fazia um lugar distante, feito de opostos, diferenças que não se chocam. E pensava que falta, é buraco que não há. Que era tolice tão doce, que dava dó.
        
E aí, ajeitava os cabelos diante do espelho, para parar de pensar bobagens como essas, soltava um gemido risonho, espreguiçava-se nessa historinha inventada. Tinha vida mundo afora.


Capítulo 22: O entendimento

        Silêncio. Era o que vivia a mulher, neste instante. Silêncio de batidas no peito, de desejos sem medidas. É que ela sentia que tinha tanto, com ele ao seu lado.
        
Sentia que a vida era, que a sede fora acalmada e que a alegria tinha se espalhado por todo o canto de si.
        
Silêncio não era solidão, era só um vazio bem cheio de ser. Era o corpo chegando aonde se deseja, enfim, no zero.
        
Depois vinha o ar, enchendo e esvaziando, para que a vida continue, mesmo sem precisar. Sabia que ainda tinha histórias e sentia cada pedaço seu vibrar: não é que tinha entendido o amor!
        
Mesmo com todas as ruas que se perdiam, os túneis que a deixavam sem visão, os buracos na estrada, as espadózias, os ipês, as cantigas, os porquês.
        
O amor era e sempre será.

Trechos retirados do site: www.cronopios.com.br 




O silêncio das árvores





Por Lucius de Mello


E o eterno Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comer, e a árvore da vida estava no meio do jardim...” (Gênesis - 2:9). 



As pessoas são aquilo que elas amam, afirma o educador Rubem Alves numa das suas saborosas crônicas que tenho o prazer de degustar com mel, frutas e pão quentinho durante o meu café da manhã. Assim como alimento meu corpo com o cardápio matinal também nunca esqueço de alimentar minha alma com as palavras dos escritores e poetas. “Muitas pessoas levam cães para passear; eu levo meus olhos para passear. E como eles gostam. Encantam-se com tudo!”, afirma o cronista. O mundo é para ser visto e não para pensarmos nele. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem. Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Minhas crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver, explica Rubem Alves. Por que não ouvir com os olhos o silêncio das árvores que vivem entre nós?
Foi com essa intenção que um cronista de Bariri, carinhosamente chamado pelos amigos de Cavinha, escreveu o texto A Última Florada. Nele as palavras tornam-se imagens na hora que começamos a ler. “Este ano o ipê roxo da praça não floriu... Deixou-nos frustrados!”, escreve Cavinha. Ele relata que ao passar pelo jardim parou próximo do tronco do ipê e ficou observando seus galhos secos e sem folhas. Que esses galhos lembravam mãos esqueléticas apontando seus dedos para o céu, quem sabe dirigindo ao Criador uma oração ou súplicas. E o cronista poeta pergunta: O que aquela árvore poderia estar dizendo, pedindo ou reclamando? Estaria ela somente sofrendo as agruras deste tempo seco? 
O escritor recorre à própria memória para relembrar o dia em que o ipê roxo da praça de Bariri foi plantado. Escreve que a árvore cresceu saudável, presenteou Bariri com lindas floradas, aconchegou em seus galhos infinitos ninhos de passarinhos, “oferecendo-lhes também um lugar seguro para interpretar seus cantos, como se fosse um palco”. Cavinha, então, conta como era o dia-a-dia do velho ipê roxo que se tornou um dos símbolos mais preciosos da cidade até chegar ao ano de 2010. O ano que ele não floriu. Estaria doente?, pergunta o cronista. 


“Se pudéssemos perguntar o porquê de sua tristeza, a resposta poderia ser:
- Estou com sede...
- Ninguém mais cuida da praça... O jardim está esquecido...


“Tomara que o ipê roxo da praça esteja somente esperando a chuva para brotar novamente. 


Tomara que a florada do ano passado não tenha sido a última”, finaliza o cronista de Bariri. 
As palavras dele denunciam um problema sério. Com o crescimento das nossas cidades estamos esquecendo do valor que uma árvore tem. Ela é viva como um pássaro, um cão, um homem. 
Mutilar ou derrubar uma árvore é cometer um crime, um atentado contra a vida criada por Deus. 


Vamos levar nossos olhos para passear como sugeriu Rubem Alves. Temos tanto para ver e não calar.

                                                                ***

Este autor retrata o que devemos fazer nesta correria de nossa vida."O mundo é para ser visto e não para pensarmos nele". Aqui, me fez lembrar de um heterônimo de Fernando Pessoa, o nosso grandioso Alberto Caeiro, pois ele é um sensacionista. O poeta das sensações! Uma flor é simplesmente uma flor, é aquilo que estou vendo. Devemos sentir, e não ficar pensando no que estou sentindo!
Aline Amora

Imagens belas, instigantes, doces, etc. imagens da vida!

                                                                         ...


                                                                          =)


                                                                         Eu quero!

                                                                                 ...

                                                                                Adoro!


Coroas ... Ah como são lindas

Não me perguntem o porque, pois ainda não achei a resposta...
Mas ando completamente fascinada, apaixonada por coroas! Tenho aqui em meu blog... Tenho um colar prata e estou providenciando um outro colar com uma coroa diferente do pingente que já tenho, e quero esta dourada! Fiz até meu noivo comprar uma pólo da Sérgio K. somente porque tinha bordado discretamente, mas muito linda em dourada uma coroa! =)
olhem estas imagens!!! Que lindas não?! =)







Ai...ai! eu quero a minha!!!!
*

Continuação das receitas!!! Almoço Mexicano!

Taco crocante
( para 4 pessoas)
4 folhas de alface romana                                                                                          
meio peito de frango desfiado
6 colheres( sopa) de tomate picado
6 colheres (sopa) de cebola picadinha
1 pimenta jalapeno picadinha
6 colheres ( sopa) de queijo meia cura ralado
6 colheres ( sopa) de creme de leite
batido como chantili e salpicado
com as gotas de meio limão
4 tortilhas cortadas finas e assadas
Lâminas de abacate para decorar
*Ajeite cada ingrediente em uma cumbuca. Na hora de comer, coloque uma folha de alface no prato e, no centro dela, colheradas dos recheios a gosto. Salpique com a tortilha assada, enrole feito um wrap e saboreie. Se preferir servir montado, decore com lâminas de abacate.

Cevice de peixe ( para 4 pessoas)
500g de badejo em postas
4 limões
meia xícara( chá) de cebola roxa
1 raiz de gengibre ( 2cm)
meia maçã verde
meia manga
1 xícara de palmito fresco picadinho
1 colher de sopa de azeite
1 pitada de pimenta- de- cheiro
Suco de 1 laranja-pera
Flor de sal para salpicar
* Corte o peixe em cubos e esprema os limões sobre o peixe e deixe marinar por 8 minutos.
Corte todos os outros ingredientes, menos o palmito, em cubinhos, misture tudo ao azeite, à pimenta, ao suco de laranja e ao peixe marinado e sirva com sal.

Peixe à Lourdes Hernández
15 folhas de coentro
4 dentes de alho
1 raiz de gengibre
1 pimenta guajillo
1 xícara (chá) de azeite
1 kg de filé de anchova negra ou robalo cortado em filés pequenos
3 cajus cortados em lâminas grossas
3 cajus cortados em cubinhos
4 palmitos frescos
Azeite para refogar
1 pimenta habanero picadinha
Sal a gosto.
* Pique as raízes de coentro, o alho e a raiz de gengibre. Corte a pimenta. Esquente o azeite e junte o coentro, o alho e o gengibre picados. Após 3 minutos ( ou antes que o azeite ferva), acrescente a pimenta guajillo. Desligue e reserve esse molho. Grelhe os filés de peixe dos dois lados. Reserve. Grelhe lâminas de caju na mesma frigideira.Reserve. Refogue o palmito em azeite.Reserve.Monte os pratos colocando porções de lâminas de caju, de peixe grelhado e de palmito refogado. Regue com o molho, salpique com os cubinhos de caju e polvilhe com flor de sal. Sirva acompanhado de arroz.


Receita da chefe Neka Menna Barreto


Vida, etc./ Um pouco de gastronomia! Sim, isso é uma arte literária!!!

Receitas tradicionais com uma dose de releitura!
Almoço Mexicano!


                                                                                MENU
APERITIVO
Infusão de laranja
Marguerita de tamarindo

PRATOS
Taco crocante
Cervice de peixe
Peixe à Lourdes Hernández



                                                             hummmmmmmmmmmmmmmmm!

cor, sabor ,energia
Traga vibração ao encontro escolhendo a dedo os tons que decoram a mesa. Azul- intenso e amarelo-vibrante estão nas louças e nos guardanapos, que, em contraste com a madeira rústica da mesa, criam uma ambientação quente e agradável.

flores vivas
Ao montar seus arranjos de flores, invista em dálias multicoloridas- elas têm a cara do México- ou trilhe um caminho inusitado, girassóis.

pimenta em tudo
Ela está nos pratos, trazendo intensidade e sabor, e pode aparecer na decoração. Monte uma bandeja misturando vários tipos em conserva ou molho e ofereça! Use pimenta dedo-de-moça para amarrar os talheres.

toque rústico
Presenteie com minicactos plantados em minicaldeirões de cerâmica.

                                                 Receitas
Marguerita ( para 4 pesoas)
400 ml de tequila 100% agave
100ml de Cointreau
100g de pasta de tamarindo
Limão à vontade
Gelo picado para servir
* Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em taças. Complete com o gelo picado.

Infusão de laranja ( para 4 pessoas)
12 laranjas-pera
2 unidades de anis-estrelado
1 pau de canela(12cm)
2 pimentas da jamaica
1 raiz de gengibre ( 3cm) picada
Anis-estrelado para decorar
* Esprema as laranjas e ferva o suco por 15 minutos com os demais ingredientes. Coe e sirva quente em cálices. Decore com anis.


4.10.10

Um CaStElO de novidades!!!!

O meu castelo de novas!

Neste mês lindo, que é o início da Primavera, estou a terminar minha leitura do precioso livro " Comer, rezar, amar". Termino logo, pois quero muito assistir ao filme que já está em cartaz!
Em breve, colocarei aqui para vocês ficarem adocicados, 10 motivos doces para fazerem esta leitura e como assistirei ao filme neste fim de semana, colocarei também 10 motivos para assistirem ao filme! Farei um paralelo dizendo se os dois são muito bons!!! =)

Adocem-se!!!!


Ouvindo o barulho da chuva



Meu pensamento gosta de andar só
Não temo a solidão.

Se ventar do chão
Se chover então...

Vejo pétalas no chão.
No amor, a imensidão!

Com o florescer das rosas,
espalham pétalas pelo chão.

Receba um beijo meu
que vem de coração.                                                                              

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

2.9.10

A outra





O filme se passa na Inglaterra do século XVI e conta a história das duas irmãs, Mary (Scarlett Johansson) e Anne Boleyn (Natalie Portman), que manipuladas pelos interesses da família passam a disputar pelo amor do Rei Henrique VIII (Eric Bana). A história das Bolena está diretamente ligada a história da Inglaterra, uma vez que para casar com Ana, o rei rompe com a Igreja Católia e criou uma nova Igreja que aceitasse o divórcio.

Esse rei teve ao todo seis esposas, mas parece que a única mulher que conquistou a sua admiração e respeito foi Mary Boleyn, a irmã de Anne,com quem nunca se casou. Generosa, humilde e ao mesmo tempo muito forte e com grande capacidade de perdoar, Mary criou a Elizabeth, após a morte da irmã (Ana é decaptada) que lhe "roubou" seu grande amor, Mary também teve um filho de Henrique VIII, mas por ser bastardo, nunca herdou o trono do pai.

No meio de toda essa confusão a mensagem que fica  é a de que, a prudência é sempre o melhor caminho em assuntos tão delicados, o orgulho de Ana foi a sua ruína, às vezes, saber a hora certa de perder é o melhor a se fazer.





Para saber mais sobre Mary(Maria) ,o livro " Irmã de Ana Bolena":



1.9.10

Poesia - tabagista - Jacques Prévert



São distintas fumaças, suas cores, cheiros e os arabescos que dela desprendem…




Minha fumaça, não a confundo com a dos outros cigarros.



O primeiro cigarro do dia, logo após o café, é uma oração.



Eleva-se no céu da manhã e se expande pelos meus alvéolos.



Jacques Prévert foi levado por um câncer no pulmão.
                                                              
                               CAFÉ DA MANHÃ




Pôs café

na xícara

Pôs leite

na xícara com café

Pôs açúcar

no café com leite

Com a colherzinha

mexeu

Bebeu o café com leite

E pôs a xícara no pires

Sem me falar

acendeu

um cigarro

Fez círculos

com a fumaça

Pôs as cinzas

no cinzeiro

Sem me falar

Sem me olhar

Levantou-se

Pôs

o chapéu na cabeça

Vestiu

a capa de chuva

porque chovia

E saiu

debaixo de chuva

Sem uma palavra

Sem me olhar

Quanto a mim pus

a cabeça entre as mãos

E chorei.


DÉJEUNER DU MATIN                                          



Il a mis le café

Dans la tasse

Il a mis le lait

Dans la tasse de café

Il a mis le sucre

Dans le café au lait

Avec le petit cuiller

Il a tourné

Il a bu le café au lait

Et il a resposé la tasse

Sans me parler

Il a alumé

Une cigarrette

Il a fait des ronds

Avec la fumée

Il a mis des cendres

Dans le cendrier

Sans me parler

Sans me regarder

Il s’est levé

Il a mis

Son chapeau sur la tête

Il a mis

Son manteau de pluie

Parce qu’il pleuvait

Il est parti

Sous la pluie

Sans une parole

Sans me regarder

E moi j’ai pris

Ma tête dans ma main

E j’ai pleuré.